Nada de virtualidade. Tem coisas que a gente só fala pessoalmente.
Tem minúcias que só percebemos a olho nu.
Em o advento da tela, do cristal, da imagem projetada, dos estereótipos encarnados.
Vivo neste mundo, tem amigos que moram do outro lado do planeta e sabem o que comi no almoço.
Não vejo meu vizinho há semanas....
E por aí sigo desbravando as terras virgens da solidão, encantando remotamente.
É tudo de verdade.
Juro que é.
Sou de verdade, aliás. Só que às vezes me assusto com a pluralidade de mim mesma.
Pois então. Fico mais tempo na net do que em casa.
Descanso no fim de semana pra evitar uma LER.
Mas na segunda chego ávida.
Internáutica full time, em horário comercial.
Quem poderia?
Eu criança enterrava meus óculos para estrabismo na areia da praia. Minha crueldade, minha vingança era ver meus pais procurando as lentes, loucos por mais um prejuízo que eu causava. Depois, amarravam um elástico por trás da minha cabeça pra eu não enterrar mais nada.
Depois, muito depois disso, virou fábula. Brincadeira de família. O pessoal contava esta história nos almoços de família. E eu, já bem acostumada com a minha “cangalha”, ria também.
Pois então
Hoje nem uso mais, nem vejo trocado, nem vejo em duplicidade. Nada disso.
É a tal da vista cansada que me ronda, lembrando que talvez eu volte a freqüentar as areias da praia secretamente....
Mas aí o prejuízo seria somente meu... valeria a pena não.
Quem me vê à primeira vista, não entende nada com nada. Nem eu mesma entendo.
Só quero mais pessoalidade.
Muito prazer.
segunda-feira, 23 de janeiro de 2012
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